Tradutor

Mostrando postagens com marcador ACD. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ACD. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de março de 2012

O incrível cão australiano que cuida de bois e búfalos

Uma das mais marcantes características do búfalo é a dificuldade de trazê-los ao curral ou de colocá-los nos troncos, seringas e embarcadouros. Mesmo utilizando o choque, as vezes nos faz perder a paciência e até mesmo deixar animais para trás e tarefas pela metade. 

Alguns criadores já encontraram a solução para o problema, não foi acabando com o rebanho e nem mesmo adquirindo um guincho para arrastar os animais. O problema tem sido resolvido com um simples reforço na mão-de-obra. Eles utilizam cães que já há muito tempo vem sendo usados na Austrália pelos fazendeiros no manejos do gado e hoje substitui a mão-de-obra humana. 

O incrível cão australiano é inteligente, trabalhador, incansável, atento e fiel. Descendentes do Dingo selvagem, ele sabe cuidar do boi e do búfalo no curral ou conduzir qualquer manada, inclusive, no Estado de São Paulo, em São Carlos, o criador da raça murrah e associado da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB), Fábio Pinto da Costa, da Fazenda Betel, já possui uma criação da referida raça de cão, o que vem trazendo bons resultados no intuito de tocar a criação de búfalos. 

Apesar de, ainda, pouco conhecido, esse cão está se tornando "coqueluche" entre os fazendeiros de todo o Brasil. O "Australian Cattle Dog", também conhecido como "Blue Heeler" ou "Heeler" é um cão de porte médio, aparência marcante, com altura variando de 46 a 51cm para os machos e 43 a 48cm para as fêmeas. Pesa de 20 a 25kg, é compacto e robusto, possui o crânio largo e mandíbulas poderosas. O pêlo é médio e denso, com uma boa proteção. A maioria dos Heeler é de pelagem mesclada branca e cinza, resultando em um tom azulado (Blue Heeler) ou branca e vermelha (Red Heeler), que são mais caros. Pode ou não apresentar manchas no corpo, mas quase sempre apresentam máscaras. Os Blue Heelers podem ter pêlos vermelhos na região da garganta e nos membros. 

Um fato que chamaria a atenção é de que os filhotes nascem totalmente brancos e de que por volta da segunda semana de vida, começam a "pintar" e aos quatro meses apresentam a tonalidade definitiva. 

O Heeler originou-se quando os primeiros colonizadores chegaram à Austrália. Eles descobriram que os cães de trabalho que tinham levado não resistiam às longas e quentes jornadas necessárias para levar o gado até o seu destino. O cão escocês Blue Merle Collie foi, então, cruzado com o Dingo, cão selvagem nativo da austrália. Este cão selvagem era "durão", rústico e muito astuto, com extrema habilidade para manobrar outros animais para, enfim, caçá-los. Posteriormente, adicionaram a raça Kelpie" a esse cruzamento, para melhorar o instinto de cão pastor, o Dálmata para incutir no cão o amor pelos cavalos e o instinto de defesa ao patrão e à propriedade e o Bull Terrier para lhe dar coragem. 

O Heeler é um misto de força e equilíbrio, músculos e agilidade, é um cão silencioso e muito inteligente e sabe que pode conduzir qualquer manada. 

Assistir ao trabalho desses cães encanta e surpreende até o mais eficiente dos treinadores de animais. Sua maior peculiaridade é a maneira como trabalha. Ele "toca" o gado, mordiscando-lhes os calcanhares, daí a origem do seu nome (heel = calcanhar) e dessa forma ele trabalha qualquer tipo de animal, rodeando o rebanho e mordendo as rezes dispersas ou desgarradas para que essas procurem a segurança do rebanho. Também aprendem a ajudar nos arredores dos currais, troncos e embarcadouros, mordiscando a pata do gado por entre as tábuas, para que os animais sigam adiante. Para colocar animais nos currais ou trailers, não existe nada que os supere. 

Outra particularidade é ser um cão de um único dono, a quem respeita e obedece fielmente, de quem ele nunca tira os olhos ou se afasta, seguindo-o o tempo todo. Possui um forte instinto de proteção em relação ao dono e é desconfiado com estranhos, apesar de aceitar pessoas que o seu dono aceitar. Também impressiona o pronto atendimento ao comando do dono. 

Nunca precisamos treiná-los, eles agem por puro instinto e paixão pelo trabalho, a não ser os comandos básicos como: aqui, não, vamos, etc. A maioria dos filhotes começam a mostrar sua habilidade para o trabalho com 4 a 6 meses de idade, quando aos 6 meses, já é bastante resistente para tomar coices e não se machucar. 

Aconselhamos começar com um filhote, se você desejar um cão de trabalho dedicado. É possível adquirir animais adultos treinados, mas não espere que o seu cão trabalhe da mesma maneira que trabalhava para quem o treinou. O filhote terá uma ligação grande, crescendo e trabalhando com você, ficará cada vez melhor obedecendo aos seus comandos e protegendo. 

O Heeler é uma raça introduzida no Brasil recentemente, contando ainda com poucos exemplares, mas que está sendo, cada vez mais procurada. 




autor: Associação Brasileira de Criadores de Búfalos
data: 08/03/2009


Fonte: Rural News

terça-feira, 27 de março de 2012

Australian Cattle Dog - A raça no asfalto




A versatilidade da raça a fez romper as fronteiras do trabalho rural. Em vários países, o Australian não só é muito adotado como cão de companhia, como se sai bem na guarda, tem destaque no agility, participa de exposições de beleza e conta até com alguns representantes atuando como farejadores de drogas ou de pessoas desaparecidas.

Se a idéia, no entanto, é manter um Australian afastado da função de boiadeiro, há um quesito essencial: exercitá-lo, e muito. Do contrário, acaba inquieto e destruidor. A ex-criadora de cavalos e dona de duas fêmeas de Australian, Maria Leônia Oliveira, de Guarulhos, SP, sabe disso. “Quando adquiri minha primeira cadela, a Fênix, hoje com 2 anos, ela ficava em casa a maior parte do tempo e se exercitava apenas durante os passeios diários”, lembra. Fênix era agitada, pulava nas pessoas e se movimentava euforicamente. “Todo dia eu encontrava móveis mordiscados e objetos derrubados”, conta. Há pouco mais de um ano, a dona decidiu inscrevê-la num curso de agility. Com dois ou três treinos semanais, Fênix é outra cadela. “Ela continua ativa, adora correr no quintal e entrar em casa saltando pela janela, mas tornou-se muito mais centrada, sabe ficar calma, sabe nos ouvir e raramente destrói as coisas”, comenta satisfeita.

No início deste ano, Maria ganhou a mãe de Fênix, a Flecha, com 4 anos. Flecha lidava com gado na hípica de Taubaté, em São Paulo, ajudando cavaleiros no treino da modalidade de rodeio conhecida por laço de bezerro. “Sabia que precisava mantê-la na ativa e a matriculei num curso de obediência que ensina truques variados, como o de fingir-se de morto”, comenta.
Entretida e exercitada, a dupla de Australians é só alegria. “Elas são companheiras e brincalhonas”, diz. “Adoram passatempos enérgicos, mas curtem sossego; vêem TV comigo, dormem quietinhas no meu quarto e me acompanham até em viagens.”

Quanto ao desempenho esportivo das cadelas, só não surpreende porque a raça é famosa pelo sucesso nas atividades físicas. “Flecha, mesmo adulta, aprendeu 14 comandos em apenas seis meses”, contabiliza Maria. Fênix também executa com desenvoltura as provas de agility, que igualmente requerem habilidade de obedecer ordens. A raça, embora tenha um lado independente capaz de testar nossa liderança, encara o Homem como parceiro. “O Australian não é um cão que obedece cegamente por imposição, mas gosta de atuar em parceria e, desde que nos encare como chefes do bando e que seja tratado com respeito, faz tudo para nos agradar, até mesmo acatar comandos variados”, explica a criadora Irene Laure, de Tocantins. Não é a à toa que ele obteve o 10º lugar entre 133 raças avaliadas no ranking de obediência do livro The Intelligence of Dogs, do canadense Stanley Coren. A análise do resultado detalha: as raças classificadas da 1ª a 10ª posição são as mais brilhantes no que se refere à obediência e à inteligência de trabalho. A maioria de seus exemplares assimila novos comandos após exposta a eles menos de cinco vezes. Além disso, mesmo com pouco treino, tende a memorizá-los definitivamente. Também acata 95% das ordens ou mais sem hesitar nem exigir que sejam repetidas.

Com tanto potencial, vida ativa e donos que saibam liderar é a fórmula para Australians disciplinados e seguidores das regras domésticas. Mas não estranhe caso eles mordisquem o calcanhar dos familiares. Esse pitoresco comportamento é instintivo. É assim que a raça conduz o boi. “Para que essa atitude não se torne inconveniente, desestimule-a no filhote desde cedo”, ensina Irene.
Não bastassem os dotes de companheiro, o Australian serve de guardião. Reservado com desconhecidos, não admite invasões territoriais. “Um dia, as cadelas avançaram numa visita que entrou sem a minha presença; só não a machucaram porque apareci a tempo”, conta Maria. Visitantes recebidos pelos donos são aceitos sem grandes hostilidades. “Ambas latem bravas quando toca a campainha, mas, assim que faço a pessoa entrar, elas a aceitam e até se deixam acariciar”, acrescenta.

PARA SABER MAIS
Clubes: Austrália — Australian Cattle Dog Social Club of North Queensland. Site: www.wolfweb.com.au/acd/.Estados Unidos — Australian Cattle Dog Club of America. Site: www.acdca.org/
Sites:
1) www.cattledog.com/
2) www.australiancattledog.com/
3) www.cattledog.com.au/

Agradecemos aos entrevistados. Coordenação de imagem: Angela Finocchiaro. Coordenação geral, Reportagem e Texto: Flávia Soares. Revisão técnica (intermediada por Fabio Bense) — Completa: Aike S. Neumann, Hilda Drumond, Irene Laure, Janott Coelho e Régis Pio Monteiro da Silva. Parcial: John Chandler e Maria Leônia Oliveira.

Fonte: PETBRAZIL
6

Australian Cattle Dog - A formação da raça



O Australian, lembra o australiano John Chandler, surgiu da necessidade. “Quando os colonizadores chegaram à Austrália, no início de 1800, trouxeram para cá numerosas boiadas”, conta John. “Como foram mantidas soltas, pastando nas áreas selvagens e de clima quente e inóspito, típicas do território australiano, acabaram se tornando muito agressivas.” Assim, fez-se fundamental a existência de um cão resistente, corajoso e ágil para lidar com rebanhos difíceis, em ambientes hostis. Os colonizadores tinham seus próprios cães para o trabalho com o gado, mas eles não se adaptaram àquelas condições. Além de tudo, latiam demais durante o serviço e mordiam o focinho dos bois na tentativa de manejá-los. O resultado era uma boiada estressada e ainda mais arredia. Esses cachorros pertenciam à extinta raça conhecida por Smithfield. Na esperança de torná-los aptos à atividade, alguns deles foram acasalados com Dingos, cães selvagens australianos, adaptados ao hábitat local, caracterizados pelo comportamento silencioso, porém também mordedor. Os descendentes dessa mistura foram chamados de Timmon’s Biters. Mas não serviram para o trabalho: quase não latiam, porém mordiam ainda mais. Em 1830, o colonizador Thomas Hall fez nova tentativa. Desta vez, rumo ao sucesso. Promoveu o acasalamento entre Dingos e Scottish Drovers Dogs, cães que, embora não fossem de raça pura, eram selecionados para condução do gado. Os frutos da experiência foram batizados de Hall’s Heelers. Eram resistentes, latiam pouco e não mordiam em excesso. Outras miscigenações foram feitas, envolvendo Hall’s Heelers e Dingos. Mais de dez gerações eram necessárias para que se obtivessem exemplares apropriados ao trabalho. “Diferentemente do que muitos pensam, não houve Collies na história do Australian; ele é fundamentalmente originário do Dingo e do Hall’s Heeler”, afirma John. “Houve, sim, introdução de mais algumas raças para aprimorar certos aspectos, mas, por outro lado, elas traziam problemas”, acrescenta. O Dálmata foi usado para colaborar com dois de seus famosos atributos: a devoção ao ser humano e a receptividade ao cavalo, essenciais na lida com o gado, desempenhada sempre na presença do Homem a cavalo. “Em contrapartida, prejudicou o instinto de conduzir a boiada e gerou cães de orelhas pendentes, menos aptos a ouvir o comando do Homem durante o trabalho”, contrapõe John. O Bull Terrier, por sua vez, entrou na formação do Australian para torná-lo ainda mais corajoso. “Foi um equívoco; o Bull era usado em lutas e transmitiu um comportamento muito violento em relação à boiada”, explica John. Por último, usou-se o Kelpie, para reforçar o instinto de boiadeiro, então prejudicado pelo sangue do Dálmata. Após uma sucessão de erros e acertos, em 1893 o Australian foi considerado pronto. A raça também é conhecida por Blue Heeler e Red Heeler. Os termos blue e red designam as cores aceitas para ele: azul marmorizado, a mais comum, e vermelho marmorizado. Já heeler pode ser traduzido como “calcanhador” e vem do inglês heel, que significa calcanhar, alusão à natureza da raça de morder o boi nesta região das pernas. 



Fonte: PETBRAZIL
5

Australian Cattle Dog - Preparo

 



Embora todas as características necessárias para o bom desempenho da função de boiadeiro estejam arraigadas no Australian, só o instinto não faz dele um cão de sucesso no campo. O treinamento é fundamental. “Um Australian sem treino não só fica mais vulnerável a acidentes como até atrapalha no manejo do gado”, comenta Aike. “A tendência natural dele é tocar os bois o tempo todo, impedindo que pastem ou descansem”, explica a criadora. O mais comum é que os próprios fazendeiros ou peões se encarreguem do condicionamento dos cães, mas há adestradores especializados nesse treinamento. E, na opinião de muitos especialistas, trata-se do treino mais arriscado da espécie canina. “Nenhum outro adestramento lida rotineiramente com o risco iminente de acidentes como o dos cães boiadeiros”, compara Janott, que há 25 anos adestra cães para diversas modalidades, como guarda, busca e salvamento, cão de polícia, ring, KNPV, obediência e boiadeiro. “Nem o treinamento dos farejadores de explosivos ou dos cães de resgate em escombros é tão arriscado, porque os exemplares não têm acesso a explosivos de verdade e praticam exercícios em ambientes simulados e controlados.”

Já na lida com o boi, há pouco controle e nenhuma simulação. Embora com algumas variações, o método de adestramento para o cão boiadeiro é mais ou menos o mesmo no mundo todo. O primeiro passo é selecionar os mais aptos da ninhada. “O fato de a raça ter sido aprimorada para a função não significa que cem por cento dos exemplares nasçam adequados a ela”, comenta Régis. “Há uma minoria que não se interessa pelo gado, que procura distância dele; esses cães têm baixo potencial para a atividade.”

O filhote promissor é aquele que demonstra curiosidade ao ver bois e outros animais da fazenda. “A maioria dos Australians, mesmo quando tem apenas 2 ou 3 meses de idade, já presta atenção no gado, quer se aproximar, correr atrás dele”, conta Janott. Nessa fase da vida, contudo, o recomendado é não promover nada mais que uma apresentação entre espécies. “Duas ou três vezes por semana, a gente os leva ao pasto para que observem bois e carneiros por alguns minutos”, conta o adestrador. Durante esse processo, que deve levar alguns meses, os cães também se acostumam com a presença constante do homem a cavalo. “Eles precisam entender que o cavalo é um parceiro e, portanto, que não deve ser conduzido”, acrescenta. Quando os jovens Australians voltam sua atenção aos eqüinos, são desencorajados com gestos ou com o comando “não”.
O treinamento propriamente só costuma ter início quando os cães atingem de 6 a 12 meses. Parte dos criadores prefere os exemplares que beiram 1 ano. “Nesta idade, o cão tem mais coordenação, já conhece bem seu corpo e seus reflexos; a tendência é que se saia melhor e que se machuque menos”, opina Irene, que se encarrega pessoalmente do treino de seus Australians. Mas há quem opte por iniciar as aulas antes. “Desde que o treino seja leve, é possível passar conceitos básicos para cães de 6 meses”, diz Janott.

Tanto num caso quanto no outro, é comum que o Australian estréie no ramo enfrentando carneiros. “Além de menores que os bois e, portanto, menos capazes de machucar seriamente o cão, os carneiros são assustadiços, o que contribui para aflorar o instinto combativo do Australian”, explica o adestrador. As aulas geralmente acontecem no chamado redondel, uma espécie de curral circular, assim projetado para que carneiros e outros animais não se refugiem nos cantos. O Australian é solto no meio deles e passa a persegui-los, estimulando-os a se mover. “O comportamento de andar atrás dos bichos e de mordiscá-los é inato à raça; a gente só vai lapidando esse instinto”, ensina Janott. Essa lapidação consiste em estimular ou desencorajar a atitude do cão por meio de gestos e comandos verbais ou assobiados. “Se ele morder forte demais, a gente emite energicamente o comando ‘pára’; se deixar de morder, a gente o incentiva, falando ‘toca’”, ilustra.



O tempo para que o cão responda a essa etapa inicial varia de exemplar para exemplar: geralmente leva de duas semanas a dois meses. Quando estiver desenvolto, é hora de encarar os bezerros no pasto, fase em que também aprenderá os outros comandos necessários para a função. São eles: “vai”, para seguir em frente; “devagar”, para diminuir o ritmo; “direita”; “esquerda”; “olha pra trás”, para que veja algum animal desgarrado e o reconduza ao grupo; “vá pra trás”, para que se dirija ao final da boiada; e “pra água”, para que possa se refrescar, bebendo água e mergulhando nela. Isso mesmo: mergulhando. Os Australians não só adoram água, como precisam dela para se recompor do serviço puxado. “Eles trabalham em dias e horários muito quentes; se não puderam beber e entrar na água, podem até morrer de insolação”, avisa Janott. Seja no açude do pasto ou nos bebedouros da boiada, os cães não hesitam: “Quando escutam o comando, saem como loucos e se arremessam na água”, descreve. A pausa para o banho não é longa, mas serve também para acalmar os cães. “Às vezes, eles ficam muito agitados durante a atividade, é como se estivessem com excesso de energia; uma refrescada ajuda a relaxá-los”, acrescenta Janott.

Passada a etapa dos bezerros, vem a dos garrotes, na qual as únicas novidades são o tamanho e a força dos conduzidos. Por fim, o Australian está graduado para liderar os gigantes. O treinamento completo leva ao redor de 6 meses, mas pode ser instável. “Às vezes um cão de ótimo desempenho com os garrotes, passa para o boi adulto, leva um coice de cara e se traumatiza”, atesta o adestrador. “Nesse caso, só nos resta recolocá-lo na etapa anterior ou mesmo reiniciar do zero, com carneiros, para que ele readquira confiança”, explica. E nem pense em ensinar um Australian na base do castigo ou de broncas exacerbadas. Esses cães precisam, sim, de voz firme, mas quem convive com eles afirma: não admitem desaforo. “Se você extrapolar na repressão, ficam chateados e o largam sozinho no pasto; e não adianta chamá-los porque só voltam se e quando passar a chateação”, avisa Janott. Teimosia? Não deixa de ser, mas os criadores garantem que ela é bem-vinda. “O Australian tem de ser independente e um pouco turrão para desempenhar bem sua atividade; se não fosse, desistiria de tudo no primeiro coice”, avalia.

Em nome da independência e do espírito teimoso, treiná-lo para obediência básica costuma ser contra-indicado. Pelo menos quando se deseja transformá-lo num boiadeiro por excelência. “O treinamento de obediência faz com que o cão se foque no ser humano, que queira estar sempre perto dele, submisso a ele; o boiadeiro canino precisa estar focado na boiada e encarar o Homem apenas como parceiro”, esclarece o adestrador. E a parceria costuma ser vantajosa para ambos. O Australian não só demonstra adorar o trabalho rural como, diferentemente dos cães especializados na guarda de rebanhos, que permanecem tempo integral com a bicharada da fazenda, encerra o expediente junto com o colega humano. “Depois do batente, ele costuma ser recompensado com a companhia quase permanente dos donos”, observa Régis. “É o Labrador do pessoal do campo; vai para casa, vê TV com a família, passeia de carro e tudo o mais.” Do ponto de vista humano, além da sempre agradável presença de um bom cão, a vantagem da parceria é medida pela economia de funcionários: um único Australian treinado, acompanhado de apenas uma dupla homem e cavalo, dá conta de boiadas com aproximadamente 200 cabeças. “Sem ele, um rebanho desses só seria devidamente manejado com duas ou três duplas de homem e cavalo”, compara Janott. 



Fonte: PETBRAZIL
4

segunda-feira, 26 de março de 2012

Australian Cattle Dog - Perfil


Que ninguém pense, contudo, que esse rústico boiadeiro não tem potencial para a vida urbana. Seus predicados como cão de cidade existem e não são poucos (veja A raça no asfalto). A Austrália, sua terra natal, que o diga. Lá, onde cerca de mil exemplares da raça são registrados anualmente, o Australian já esteve, como aqui hoje, concentrado em áreas rurais. De aproximadamente 20 anos para cá, tudo mudou. Com a implantação de técnicas avançadas na pecuária, viáveis sobretudo em nações endinheiradas, a Austrália reduziu significativamente o uso do cão na condução do gado. Quem explica é o australiano John Chandler, criador da raça há 58 anos e secretário do Australian Cattle Dog Social Club of North Queensland: “Agora, temos helicópteros e motocicletas ajudando no trabalho de pastoreio e condução. Por isso, o Australian, embora ainda seja empregado em sua função de origem, deixou de ser uma peça tão fundamental na nossa pecuária; hoje estimo que apenas 25% do plantel da raça esteja em atividade nas fazendas, os outros 75% estão em áreas urbanas e semi-urbanas, atuando como cão de companhia e guarda.”

Mesmo que atualmente a Austrália o utilize menos como cão boiadeiro, ela trabalhou duro para desenvolvê-lo (veja A formação da raça). Foram mais de 80 anos em busca do perfil canino ideal para a função. A meta não poderia ter sido mais bem atingida. O Australian se transformou num legado para as nações que, a exemplo do Brasil, praticam uma pecuária, por assim dizer, mais primitivista. Ou seja, que adota técnicas rudimentares e na qual cão, cavalo e homem são os pivôs do trabalho. “O uso do cão na condução da boiada não é novidade no País, a novidade é o Australian, cujo desempenho é incomparável”, sentencia Régis.

Antes da introdução da raça no Brasil, a mais comum alternativa canina dos fazendeiros para conduzir os pesos pesados da fazenda eram Boxers, Filas, Rottweilers, mestiços dessas raças, viralatas e até mesmo Border Collies, estes últimos adaptados da função de pastoreio para a de boiadeiro. Quem já testou o Australian, contudo, é unânime: ele supera todos. Boxers, Filas, Rottweilers e os respectivos mestiços tendem a tomar a dianteira da boiada e a segurar os bois pela frente, mordendo-os pelo focinho. 



Já o Australian tem o instinto de se posicionar atrás do rebanho e de morder seus integrantes apenas no calcanhar. Mesmo assim, morde e solta, em vez de segurar. É a chamada beliscada ou mordiscada, método perfeito para que se tenha êxito nas várias tarefas desempenhadas pela raça, cujo objetivo comum é o de tocar o gado. Ou seja, estimulá-lo a andar. “Seja para levá-lo de um pasto para outro, seja para conduzi-lo ao caminhão de transporte ou ao curral, o ideal é um cão que saiba desempacá-lo ou apressá-lo; nada é mais eficaz para isso do que uma mordiscada no calcanhar”, explica Régis. O cão que agarra o boi pelo focinho é mais apropriado para o serviço de imobilização, que não é exatamente o que se espera de um condutor de boiada. “Esses cães já foram muito importantes quando precisávamos paralisar o boi para vaciná-lo ou para tratar seus ferimentos, mas hoje temos áreas de contenção, como o brete, nas quais essas atividades são desempenhadas sem que seja preciso segurar os animais”, esclarece a agropecuarista e bióloga Irene Laure, de Pedro Afonso, em Tocantins, onde também cria Australians. O Border Collie, por sua vez, está inclinado a agir como no pastoreio, que é sua especialidade. “O instinto do Border é de reunir o gado e não de tocá-lo; ele circunda os animais em vez de andar atrás deles”, esclarece o criador e adestrador Janott Coelho, de Porto Velho, também presidente do Kennel Clube de Rondônia. Além disso, muitos dos exemplares dessas raças latem excessivamente durante o trabalho. “O boi se estressa com os latidos e pode até avançar sobre os cães para se ‘livrar’ deles”, pondera Régis. O Australian raramente late em serviço. Herdou o estilo silencioso de seu ancestral selvagem, o Dingo. Também veio dele a impressionante resistência a temperaturas elevadas e a jornadas extenuantes de trabalho, muitas vezes desempenhadas em condições precárias e em terrenos acidentados. Esse parente das selvas transmitiu ainda ao Australian boa parcela de seu destemor, agilidade e espírito combativo, características essenciais na lida com animais que manifestam seu desagrado com coices e chifradas e que quase sempre pesam ao redor de 15 a 30 vezes o peso de um cão de porte médio: um boi atinge de 400 a 1.000 quilos; um Australian não chega aos 30. “É impressionante ver um Australian em atuação”, atesta Janott. “Ele corre por horas debaixo do sol forte; salta obstáculos; enfrenta áreas de vegetação fechada e capim cortante; às vezes cai, mas se levanta prontamente; consegue se esquivar de coices e chifradas; e nunca se intimida, vai para cima da boiada como se ignorasse por completo o tamanho e a força dos bichos que conduz.” 


Como em qualquer atividade de risco, no entanto, acidentes acontecem. A maioria, de pouca gravidade. “De vez em quando um dos cães leva um coice de raspão ou um tranco qualquer e acaba precisando de uns dias de descanso para se recuperar”, comenta Régis. Fatalidades trágicas, embora mais raras, às vezes ocorrem. “Infelizmente, alguns exemplares se machucam seriamente ou mesmo morrem durante o trabalho”, lamenta Janott. A habilidade do Australian de desviar de chifradas violentas e coices rápidos nem sempre está nos seus melhores dias. “A atividade com bois é perigosa; uma breve desconcentração, um leve cansaço fora de hora ou uma simples passada a mais ou a menos podem significar uma tragédia numa fração de segundos”, pondera o adestrador. Sem dúvida, a sorte tem seu papel, mas o elemento principal para evitar o pior é o preparo do cão. 

Fonte: PETBRAZIL

2

domingo, 25 de março de 2012

Australian Cattle Dog - Introdução

Ele vai surpreender você!

Boiadeiro por excelência, o Australian se expande no País. Saiba como ele foi desenvolvido, de que forma desempenha sua função de origem, em que outras atividades é usado e por que é impossível não admirá-lo

A vertiginosa ascensão desta raça no Brasil impressiona. Crescer tanto em tão pouco tempo, se não é um feito inédito na cinofilia nacional, é certamente pra lá de incomum. De 1996, data em que a criação oficial do Australian Cattle Dog teve início no País, até 2004, último ano com dados disponíveis, seu número anual de nascimentos registrados subiu 6,3 mil por cento. De modestos sete exemplares contabilizados em 1996, a raça saltou para 438 no ano passado. Essa cifra posicionou o Australian em 36º lugar no ranking de filhotes nascidos de todas as raças, mantendo-o à frente de figuras caninas bem conhecidas, como o Collie, o Dálmata, o Husky e o Pinscher.

O fato é que esse cão australiano especializado na lida do gado se populariza a passos largos em território verde-amarelo. Mas você já esteve diante de um deles? Pode parecer estranho, porém a grande maioria dos brasileiros jamais viu um Australian pessoalmente. Sobretudo para a população que vive em áreas urbanas, ele permanece como ilustre desconhecido. O paradeiro da quase totalidade das centenas de exemplares registrados todos os anos no Brasil são as regiões rurais, em especial as dedicadas à pecuária. Nelas o Australian vem conquistando fazendeiros e peões na prática de sua especialidade e de tarefas similares: respectivamente, a condução da boiada e o apoio em certas modalidades dos rodeios. “Mais de 90% da criação brasileira de gado de corte tem cães para auxiliar no trabalho, e o Australian não só é cada vez mais usado para isso no País como se tornou o cão do desejo dos pecuaristas”, comenta Régis Pio Monteiro da Silva, de São Paulo, criador da raça, de gado e veterinário de eqüinos. A popularidade do Australian no universo dos rodeios também é alta e ascendente. “No Norte, todo o pessoal de rodeio já o conhece, e um número crescente de pessoas o adota como cão de apoio em esportes eqüestres, como o laço de bezerro”, conta a criadora e adestradora Aike Schmitz Neumann, de Ariquemes, Rondônia. O mesmo acontece em outras regiões do Brasil: os dados da Confederação Brasileira de Cinofilia indicam que a raça está sendo criada nos quatro cantos do País, com destaque especial para o Sudeste, em 2004 responsável por quase 80% dos Australians registrados em território nacional. “Há muitos exemplares trabalhando no campo e nos rodeios por todo o interior paulista”, atesta Maria Leônia Oliveira, ex-criadora de cavalos e dona de dois Australians.

Fonte: PETBRAZIL
1

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cães Pastores: O Boiadeiro Australiano




A raça começou a ser formada no início do século XIX, entretanto, ela só se estabeleceu nos anos 1890 e seu primeiro padrão foi escrito em 1902.

O Boiadeiro Australiano surgiu do cruzamento de diversas raças. Foram trazidos para Austrália cães chamados “Smithfield”, que eram muito peludos, negros, sem cauda e com orelhas pesadas e caídas, os quais tinham misturas de Collie e de Old English Sheepdog. Por isso, acredita-se que estas raças encontram-se na formação do Boiadeiro Australiano.

Como os Smithfields não suportavam o trabalho extenuante no calor australiano, cruzou-se esse cão de origem européia com o Dingo, cão nativo australiano, o que resultou num animal muito agressivo, trazendo dificuldades para o trabalho com o gado; latiam muito, pressionando o gado pela frente, na cabeça.


Foi então que um fazendeiro chamado Thomas Hall, resolveu importar um casal de Collies de pêlo curto, de cor blue merle; mas nem os animais importados e nem seus descendentes conseguiram trabalhar com o gado naquelas condições. 


Então Thomas Hall misturou estes cães importados, com os cães que resultavam do cruzamento de Smithfield com Dingos, usando vários graus de sangue de Dingo, na mistura. 


Destes cruzamentos resultou um animal muito interessante: corajoso, inteligente, que não latia e pegava no calcanhar do gado fazendo este se mover para frente ao invés de ficar latindo para a cabeça do gado. 


Estes cães eram menores em tamanho do que os Dingos, porém, mais fortes e tão rústicos como o Dingo. Suas cores eram duas: azul salpicado e vermelho salpicado. 


Este mix foi se tornando um padrão e ficou conhecido como os mordedores de calcanhares de Hall (Hall´s Heelers). Porém havia um detalhe que deveria ser melhorado. 


O mesmo instinto que fazia os cães morderem o calcanhar do gado, também os fazia morder os boletos dos cavalos, derrubando conseqüentemente seu cavaleiro. 


Para corrigir esse comportamento indesejável, foi introduzida a raça Dálmata (uma raça conhecida pelo seu amor aos cavalos). 


O Dálmata fez com que o Boiadeiro Australiano tivesse um relacionamento melhor com os cavalos e ficasse bem apegado ao homem. 


E do Dálmata que vieram as manchas azuis e vermelhas, características do Boiadeiro Australiano. 


Outra característica comum entre Dálmatas e Boiadeiros Australianos é que os filhotes nascem totalmente brancos.

O Bull Terrier também deu sua contribuição para a raça, pois é certo que o B. Australiano tem sangue de Bull Terrier, e isso não é difícil de acreditar, pois na época ele era um cão muito popular e se acreditava que a raça foi introduzida para dar mais coragem ao cão de pastoreio. Não se sabe ao certo a quantidade deste sangue que foi utilizada na raça; acredita-se que provavelmente não tenha sido muita.


Alguns acreditam que o Kelpie tenha sido incorporado também a raça, entretanto, outros discordam, mas como o Kelpie tem a mesma origem do Colie e do Dingo, fica difícil separá-lo.


O B. Australiano já estava praticamente formado quando o Kelpie foi introduzido na raça e isso com certeza aumentou suas habilidades de cão de pastoreio e fez também com que o B. Australiano ficasse um cão mais atlético e com marcas marrons na cara.



O B. Australiano é um cão de porte médio, compacto e muito forte, medindo de 43 à 51cm de altura na cernelha, seu peito é largo com suas costelas bem arqueadas. Suas orelhas são eretas com um stop suave, mas definido. Seu pêlo é curto e muito denso.

O B. Australiano é um cão atlético, muito habilidoso e inteligente e é desconfiado com estranhos. Ele é um excepcional saltador. Por isso tome cuidado quando o prendê-lo num canil, pois ele pode sem dúvida escapar facilmente, saltando cercas e grades que não se imagina. Eles são ótimos para as competições de agility, flyball, fresbee e outras atividades que requerem cães ágeis e rápidos. Adora água. Têm-se relatos de um dono que deixou seu B. Australiano em casa enquanto foi velejar. Este fugiu de casa e foi se encontrar com seu dono que velejava tranqüilamente a quilômetros de distância.


É um cão muito corajoso que não tem medo de enfrentar um touro de 1000kg, como se este fosse um bezerro. Também é muito vigoroso, podendo trabalhar o dia todo se necessário. Os meus cães correm 6 a 7 km atrás do carro e quando voltam para casa, estão prontos para brincar, como se acabassem de acordar. Entretanto, deve-se lembrar que este cão precisa gastar toda esta energia, pois trata-se de um atleta, ou seja, não é o tipo de cão que vai ficar quieto até você voltar para casa.



O B. Australiano é muito ligado ao dono, estando sempre ao seu lado e se estiver solto, não vai fazer a menor diferença, pois ele vai estar sempre no seu calcanhar. Para este cão não há lugar melhor do que ao lado de seu dono. Por isso, eles são chamados de velcrom.


Eles têm um bom faro e por isso são usados para detecção de drogas, explosivos, etc.
Em muitos países, inclusive no Brasil, eles são usados para resgate (busca e salvamento). Existe uma cadela desta raça que trabalha no Rio de Janeiro com o resgate. Como são de tamanho médio são facilmente transportados. São apegados com crianças. Adoram brincar e gastar suas energias, eles não se cansam.


São cães muito atentos, o que é fundamental para o pastoreio, o que também os tornam excelentes cães de guarda e não vão ter dúvida quando se tratar de proteger seu dono.



Você pode conseguir tudo o que você quiser de um B. Australiano, contanto que seja com muito carinho e amor, pois nada o agrada mais do que deixar seu dono contente. Apenas seu reconhecimento como incentivo fará com que ele queira te deixar cada vez mais contente e feliz.


Se você usar inteligência não vai ter nenhum problema com seu B. Australiano. Mas ele não aceita de forma alguma a brutalidade, pois qualquer agressão sua é a “morte” para ele; nada o deixará mais triste do que saber que ele te desagradou. Isso já é castigo suficiente, mas se além do castigo ocorrer agressão, ele simplesmente não entenderá, e isso fará dele um cão agressivo, arredio e ele perderá toda a confiança que tem em você, se tornando um cão revoltado, muito difícil de ser treinado. Não use violência com seu B. Australiano, pois não vai ajudar em nada no seu treinamento. A violência faz com que ele se afaste cada vez mais de você voltando a se tornar selvagem. Ele irá te testar, pois é um cão inteligente. Você deve deixar claro para o cão que você é o dono, pois do contrário, ele irá facilmente tomar o controle. Apesar de às vezes ser um pouco teimoso, ele gosta de ser treinado e aprende com uma facilidade incrível.


Por: Irene Laure 
Irene Laure é titular do Canil Irenic, que é dedicado à criação selecionada e exclusiva da raça Boiadeiro Australiano no Brasil.


Fonte: caespastores.com

sábado, 3 de março de 2012

Curiosidades sobre os ACDs


Heeler é um cão ideal pra você?



Se você estiver procurando um companheiro de longa vida, um parceiro no trabalho de gado, um cão de guarda, caminhadas / rastreamento camarada, um Australian Cattle Dog pode ser sua escolha ideal, mas se você não tem mais do que algumas horas por dia e / ou plano de ter um animal de quintal, você deve abster-se de obter essa raça.


 

Australian Cattle Dogs são conhecidos em todo o mundo pela sua boa índole, resistência e disponibilidade total para manter seu mestre feliz. Ambos são versáteis e inteligentes, sendo capaz de realizar muitos trabalhos diferentes, com e para seus companheiros humanos. Quando jovem sua treinabilidade, nitidez e chique problema para resolver com o seu meio de construir, a saúde geral da raça e facilidade para cuidar, você venha com uma adição maravilhosa para os familiares. 

Cor



A cor dominante no Australian é o red por incrível que pareça ...hehe
para ter um cão azul ele precisa ter os dois genes azul 


A importancia do rabo


Outra coisa importante é o Rabo. Ele ajuda o cão atuando como um peso contrario na hora das viradas , ajudando a ser mais rápido.Vc deve sempre prestar atenção ao rabo pois ele nos revela muita coisa na hora do pastoreio .Pelo Rabo da para ver se o cão esta confiante ,se esta com receio isso é sempre bom antecipar a ação do cão e o rabo tem um papel fundamental.
Tem muita gente que corta o rabo dos Heeler mas isso não esta no Padrão da raça e um cão O rabo do Heeler tem que ser em forma de pincel e ir até o jarrete de preferência .
Ser grosso tbsem rabo não é aceito para registro.


Vamos falar um pouco de como foi feito a raça


O Dingo cão selvagem Australiano foi cruzado com o Smoth Collie merle (collie de pelo curto de cor azul)
Foi sendo incorporado na raça 
O Dingo pela sua rusticidade
O collie pelo pastoreio
O Bull Terrie pela sua coragem e bravura 
O Dálmata pelo seu amor ao cavalo 
O kelpie para mais pastoreio e pela rusticidade 


Altura

A altura dos ACD é muito importante apesar do pessoal gostar de estatura mais baixa os cães mais longilíneos são muito mais ágeis dos que os baixos e atarracados.
A altura no padrão da raça varia para machos 46-51 cm de cerne lha e para as fêmeas 43-48 cm de cerne lha 
Ais vcs podem ver se seu cão esta ou não no padrão da raça

Outras curiosidades


* Os ACD são chamados também chamados de Heeler que em inglês quer dizer mordedor de calcanhar este nome lhe foi dado pois estes mordem o calcanhar do gado, para fazer com que ande para frente . Quando o gado da um coice o ACD se deitam e o coice passa por cima dele. Por isso que no Padrão da raça a cabeça em cima ,entre as orelhas tem que ser plana pois se esta for redonda o coice pode pegar na testa. Os melhores ACD são aqueles que inclinam a cabeça e mordem bem baixo .

* Para quem não sabe... O ACD quando nasce é branco isso ele herdou do dálmata ...Ele só tem as manchas pretas ou marrons se as tiver o resto é branco .Com o tempo ele vai adquirindo sua cor

* O boiadeiro australiano, também conhecido como Australian Cattle Dog, Queensland Heeler, Blue Heeler e Red Heeler, é uma raça de cão originária da Austrália, reconhecido pela FCI (Fédération Cynologique Internationale).

Agility


CATEGORIA
Standard

Pontos a favor no treinamento para o agility

- O pastoreio exige velocidade e agilidade, com habilidade para esquivar-se; isso faz com que possam fazer curvas fechadas e em alta velocidade. No meio do percurso podem ser tão velozes quanto os BCs;

- Fáceis de serem treinados, mas seja explícito no que você quer;

- Tende a lembrar exatamente como você quer que as coisas sejam feitas, logo, é muito consistente e confiável - desde que ele tenha decidido que você é quem manda na dupla;
- Eles têm um salto e tanto, e podem saltar um obstáculo facilmente sem impulso, se necessário. Nas mãos certas, esses cães podem ir ao topo - dois dos times que nos venceram no Mundial tinham Australian Cattle Dogs.
- É difícil explicar como eles são diferentes dos Border Collies - sem contar a aparência - pois eles têm muitas características em comum - inteligência, obsessão por trabalho e parceria, velocidade e flexibilidade, facilidade de treinamento. Mas eles são diferentes, provavelmente porque eles ainda são relativamente naturais e pouco modificados em relação aos pastores originais das áreas desertas e pouco povoadas da Austrália, com sua ancestralidade dingo bastante aparente.
Pontos contra no treinamento para o agility
- Agility não é pastoreio, então eles devem ser encorajados para usar sua velocidade;
- Ainda não há ACDs suficientes no Agility para podermos vê-los na melhor forma, isto é, os melhores cães com condutores de ponta.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Australian Cattle Dog



Escrito por Canil Minas Heeler
Msn: lucasmansoldo@hotmail.com


A principal característica dos Australian Cattle Dogs é sua versatilidade e inteligência, que o colocaram em 10º lugar no ranking de inteligência elaborado pelo pesquisador Stanley Coren em seu livro "A Inteligência dos Cães".


Sua inteligência inata e a grande facilidade em aprender rapidamente comandos complexos, fizeram com que a raça ganhasse destaque especialmente entre os fazendeiros que precisavam de cães altamente confiáveis no trabalho com os rebanhos. Mas além de serem excelentes em suas funções originais, os ACD destacam-se em várias outras atividades, como o Agility e as competições de obediência e Schutzhund, onde podem aproveitar todas as melhores qualidades da raça.


Os ACDs se caracterizam por ser reservados com estranhos mas sem demonstrarem qualquer agressividade. Já com seus donos, são devotados ao extremo, a quem seguem como verdadeiras sombras. Como são cães bastante inteligentes e que freqüentemente precisam tomar ´suas próprias´ decisões na condução dos rebanhos, podem se tornar um tanto insubordinados se perceberem que seus donos não transmitem a liderança necessária. Característica básica em sua função original é trabalhar em silêncio.


Não são cães para um dono pouco experiente ou que proporcione pouca atividade física e mental a seus cães. Da mesma forma, não suportam bem a solidão ou a vida isolada de um quintal. Os ACD precisam de contato constante com a sua família e caso não possuam esta experiência, podem desenvolver problemas de comportamento.


Na atividade de pastoreio, são cães especialistas em gado, não sendo a raça mais adequada, por exemplo, para trabalhar com ovelhas, mas com o treinamento adequado, podem realizar o pastoreio sem problemas.


O relacionamento destes cães com crianças e outros animais é bastante bom, lembrando sempre que, por se tratarem de cães de pastoreio, a tendência é que eles encarem crianças e os demais animais como seres a serem pastoreados.


São leais, protetores e alertas. E absolutamente leal e obediente ao seu dono. Devido ao seu alto nível de dominância ele é um cão de um dono só. Os cães australianos são muito fáceis de  treinar.