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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bulldog Campeiro



UTILIZAÇÃO: Eram usados para capturar o gado selvagem, participando de tropeadas, sempre capturando o boi fujão.
Participavam nos matadouros, sempre segurando o boi bravo quando necessário. São cães de grande versatilidade, possuindo características de guardião e de combatente bastante equilibradas. São cães selecionados na lida, “paus para toda a obra”, guardando a casa do tropeiro como também a carreta e o seu cavalo, onde jamais alguém chegava se houvesse um Bulldog deitado observando. Além disso, ainda servem de pastor e para derrubar um boi desgarrado. Conviviam em matilhas, respeitando a vontade de seus donos, que era de que não brigassem entre si.


RESUMO HISTÓRICO: o Bulldog Campeiro tem sua origem nos Bulldogs que vieram para o Brasil trazidos pelos imigrantes europeus desde o século XVIII. Devido à criação de gado ser sempre forte na região sul, os Bulldogs eram bastante usados para capturar o gado selvagem que se criava em meio a um ambiente hostil de campo e mata nativa. Participou de grandes tropeadas sempre capturando o boi fujão. Nos matadouros tinha participação ativa, solicitados para segurar um boi bravo sempre que fosse necessário. Os Bulldogs para o trabalho tiveram uma seleção quase natural, uma vez que os que eram muito baixos, levavam desvantagem em percorrer longas distâncias e em não poder tracionar segurando o boi. E os que através de cruzamentos com outra raça ficavam muito altos perdiam o instinto de pegador, a precisão de movimentos, além de ficarem vulneráveis às investidas dos bois com seus coices e chifradas. O que era considerado um bom cão? O corpo deveria ser forte. A cabeça larga com fortes maxilares; o focinho largo e forte, não curto como o do atual Bulldog Inglês, nem tão comprido como o do Bullmastiff, para que pudesse morder e segurar um boi independentemente do peso. Cão de temperamento vigilante e tranqüilo, com acentuado espírito de luta e companheirismo. Este temperamento teria que ser tão obstinado que não conhecesse limites e tão controlado que sempre obedecesse aos comandos do tropeiro. Assim, “selecionado na lida” nasceu o BULLDOG CAMPEIRO.


Segue abaixo 3 videos do bulldog campeiro na lida







Utilização de cães de guarda de rebanho


Com o avanço da pecuária brasileira, os pecuaristas, especialmente os ovinocultores e caprinocultores depararam com um grande problema: a predação do rebanho por carnívoros silvestres e cães domésticos.


Com o processo de desmatamento acelerado em algumas regiões e reservas legais isoladas, reduziu a abundância de presas naturais, tornando restrita as áreas de ocorrência dos predadores selvagens, favorecendo a predação dos rebanhos. Estes predadores, principalmente os felídeos, têm sido eliminados por pecuaristas para evitar novos prejuízos econômicos.


Foto 1 - Ovelha atacada por cachorro doméstico: geralmente o dano é grande e vários animais podem ser mortos num mesmo dia, porém sem serem consumidos.



No Brasil, poucos estudos foram realizados em relação a ataques de predadores à criação de ovinos e caprinos, sendo informações como frequência e danos causados pouco reportados. Portanto, é comum ouvir relatos de produtores sobre ataques causados por cães errantes e onças. Sabe-se que os cães domésticos são capazes de matar dezenas de animais em uma só noite, e que onças pardas são capazes de matar até 50 animais no mesmo tempo.


Dados publicados pelo National Agricultural Statistics Service, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apontam perda por ataque de predadores de US$1.953.600,00 em 2005 e US$1.832.500,00 em 2006, sendo que deste total, 75% refere-se a perdas em cordeiros e 25% em ovinos adultos. Em números de animais, foram mortos 21.000 ovinos por predadores em 2005 e 24.600 em 2006.


Foto 2 - Ovelha atacada por cachorro doméstico


Tabela 1 - Predadores com relato de ataque a rebanhos de ovinos ou caprinos na América do Sul.



A importância da conservação dos carnívoros selvagens brasileiros dá-se pelo fato destes serem o topo da pirâmide alimentar, sendo então responsáveis pela conservação de todo o ambiente e ecossistema onde estão inseridos. Na ausência destes predadores, suas presas naturais, como mamíferos herbívoros, roedores, aves, répteis e insetos, tendem a se multiplicar exponencialmente podendo trazer sérios prejuízos à agropecuária com consideráveis perdas financeiras.

Diferente de outros países europeus, o governo brasileiro não indeniza animais domésticos mortos por ataques de predadores.

A utilização de cães de guarda de rebanho é indicada oficialmente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, por organizações de proteção a fauna na Europa e África e países da União, sendo considerada como método tradicional e na maior parte das vezes, não-letal, de controle de predadores que pode ajudar na conservação de carnívoros silvestres, havendo vários estudos que demonstram o alto sucesso na redução de mortes no rebanho por ataque de predadores, sendo os cães de guarda de rebanho amplamente utilizados em pastos abertos, pastos cercados e instalações de ovinos na Europa, Ásia, África, Américas e Austrália protegendo os rebanhos e consequentemente, os canídeos, felídeos, ursídeos, hyaenídeos e primatas.

No Brasil, o CENAP (Centro de Pesquisas para a Conservação dos Predadores Naturais), em trabalho conjunto com a Associação para Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Associação Pró-Carnívoros) e também outras ONGs de proteção a predadores silvestres, vem elucidando as necessidades de conservação das espécies de carnívoros e seus habitats, porém muitas vezes sem trazer uma ferramenta para que os pecuaristas protejam os rebanhos contra predadores. Infelizmente hoje, no Brasil, nenhuma entidade menciona ou sugere a utilização de cães de guarda de rebanho para proteção de plantéis de ovinos e caprinos.

Origem dos cães de guarda de rebanho

As raças de cães existentes hoje são originarias dos lobos (Canis lupus), com trabalhos revelando semelhança de DNA de 99,8%. Mais precisamente são descendentes de pequenos lobos indianos (Canis lupus pallipes) datando 140.000 anos, tendo sido encontrado na China as primeiras associações entre o homem e uma variedade de lobo de pequeno porte (Canis lupus variabilis), datando 150.000 anos.

Há milênios, os cães tem sido empregados na Eurásia para a guarda e proteção de rebanhos de caprinos e ovinos contra predadores selvagens, cães errantes e ladrões.

Os cães de guarda de rebanho tem como antecessor distante, o Dogue do Tibet (Do-Khui), uma raça antiga de trabalho de pastores nômades do Himalaia e guardião dos mosteiros tibetanos, um milênio antes de Cristo, cercados de grande mito desde a descoberta na antiguidade, sendo mencionado desde Aristóteles (384-322 A.C.) até as escritas famosas de Marco Pólo, sempre elogiado pela força e imposição tanto física quanto mental. A raça Dogue do Tibet é considerada hoje como uma raça rara no mundo, havendo poucos exemplares criados.

A existência de cães de guarda de rebanho pode ser datada a cerca de 6 mil anos atrás, possivelmente na região representada nos dias de hoje pela Turquia, Iraque e Síria, sendo que os caprinos e ovinos parecem ter sido os primeiros animais domesticados pelos homens, entre 7 e 8 mil anos atrás, na mesma região. Estes primeiros ruminantes eram de coloração preta, cinza ou marrom e os cães de guarda de rebanho também possuíam coloração similar.

A primeira aparição arqueológica de cães e ovinos juntos é datado em 3585 A.C. Acredita-se que os antecessores dos cães de guarda de rebanho chegaram a Europa com ovelheiros nômades vindos da região da Caucásia no século VI A.C. Também é possível que tenham chegado a Europa junto aos comerciantes fenícios e as conquistas romanas.

A lã branca era preferida na época romana e os cães passaram a ser selecionados a ter esta pelagem. Relatos dizem que os cães de guarda de rebanho de cor branca eram preferidos por serem mais fáceis de serem distinguindos de lobos e predadores. Estes cães são conhecidos hoje como Pastor Maremano Abruzês. 



Fonte: FarmPoint

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cães de pastoreio na ovinocultura

Os animais popularmente denominados "cães de pastoreio" podem exercer duas funções completamente distintas, requerendo características especializadas: enquanto uns auxiliam na condução dos rebanhos, outros protegem os rebanhos dos ataques de predadores. Ambos os tipos caninos constituem parte integrante do sistema tradicional de manejo do rebanho europeu.

Pela Europa, Ásia e Norte da África, regiões que havia confrontos entre os rebanhos e os predadores, as populações locais desenvolveram as suas raças próprias de cães para a proteção do rebanho e que auxiliassem os pastores na condução dos rebanhos. Estes animais têm propiciado benefícios econômicos através da venda dos descendentes das criações, e indiretamente, devido à redução da mortalidade no efetivo dos rebanhos e da necessidade de mão-de-obra.

A seleção exercida sobre animais destinados ao trabalho com rebanhos é diferente da pressão imposta em animais destinados à companhia de pessoas, estes são selecionados fundamentalmente com base em padrões morfológicos e comportamentais, por vez diferente dos requeridos nos animais de trabalho, diferença essa que se acentua se não houver cruzamentos entre animais oriundos de ambas as populações.

Provavelmente no início o cão tenha sido caçado e consumido pelo homem e algumas crias seriam poupadas e levadas para os povoados, sendo apreciadas como animais de companhia; os cães seriam úteis mantendo o povoado livre de restos alimentares, serviam de alimento, contribuíam nas caçadas, atuando como cães de guarda ou servindo para diversos fins utilitários.

Antigamente este fato estava ligado com a funcionalidade histórica das raças, pois existiam os cães de gado, que trabalhavam de forma autônoma, sendo independentes das pessoas, enquanto que os cães de pastoreio trabalham sob o comando do proprietário ou pastor.

Em nível de dominância, verifica-se que todas as raças, quando colocadas em situações de potencial confronto com os seus proprietários relativamente à posse de algo ou quando punidas, tendem a exibir comportamentos não agressivos face aos seus proprietários, adotando tipicamente posturas de submissão ativa ou passiva.

Associado à atividade de produção animal, o cão tem se revelado um auxiliar indispensável, auxiliando no manejo dos animais. A maioria dos cães de pastoreio começam a ser treinados relativamente cedo, quando têm idade variando de 7 a 12 meses. Evita-se treiná-los antes devido o risco de incidentes como coices, cabeçadas, entre outros, podendo deixar o mesmo com medo do trabalho.

De uma forma geral, os cães de pastoreio tendem a ter um treinamento mais formal, que geralmente varia de 3 a 5 meses para exercer sua função, já para aqueles de competição o treinamento é de aproximadamente 1 ano, devido à maior confiança e domínio do homem pelo cão, melhorando a relação mútua.

Durante séculos, esses cães pastores trabalharam com seus donos cuidando de rebanhos sob chuva, neve e mormaços, em terras íngremes e pedregosas, sem nenhum reconhecimento fora o de seus próprios donos. Foi em Bala, no País de Gales, em 9 de outubro de 1873, o início dos primeiros concursos de pastoreio, quando se mostrou esta raça aos olhos do público. O encantamento foi inevitável e a popularidade da raça como ferramenta de trabalho foi aumentando rapidamente.

À medida que o número de criadores de ovinos aumentava, assim como aumentavam os rebanhos bovinos, tornou-se impossível aos pecuaristas cuidarem dos seus rebanhos sem ajuda do cão de pastoreio. Por volta de 1800, os Border Collies já tinham se tornado um ajudante presente nas fazendas inglesas.

A raça Border Collie

O Border Collie é uma raça desenvolvida durante o século XIX, no norte da Grã-Bretanha. Os cães dessa raça trabalhavam junto com os criadores de ovelhas demonstrando incrível capacidade no trabalho. Os criadores selecionavam os reprodutores por seu desempenho no pastoreio e não por sua aparência.

Este é um pastor por natureza; caso não tenha ovelhas nem gado para pastorear irá direcionar seus instintos de pastor para outros animais e até mesmo para as crianças da casa ou aves no quintal, em caso de áreas rurais.

O cão possui um método único de lidar com os animais. Ele fixa o olhar no rebanho e se aproxima agachado, como um lobo ou cão de caça, sem nunca desviar o olhar do animal que parece estar "hipnotizado" pelo cão; os criadores chamam esta característica do Border de "power eye", que significa "olhos poderosos".

Os Border Collies são cães ativos e dinâmicos, muito trabalhadores e dotados de grande inteligência e capacidade de aprendizado, raça carinhosa com seus donos e reservada com estranhos. Além disso, são cães ágeis e possuem um excelente olfato, sendo uma das melhores raças de cães pastores para lidar com ovelhas, sendo considerado o cão mais obediente do mundo.

Este cão nunca deve ser mantido sem atividade, devendo ser adestrado para lidar com rebanhos, pois caso não possa gastar sua grande energia se tornará um cão problemático, o mesmo ocorre com sua inteligência, se não for estimulado pode ficar entediado e desenvolver problemas de comportamento. Apresenta duas variedades: uma de pêlo semilongo e outra de pêlo curto.

Características da raça

O Border Collie apresenta grande velocidade e agilidade. Há uma explicação anatômica para essa superioridade: o fato de eles serem um pouco mais compridos do que altos auxilia a movimentação e aumenta a agilidade. A extrema facilidade do Border em mudar de direção é determinada pela coluna vertebral alongada, com maior distância entre as costelas, que aumenta a agilidade, e pela caixa torácica estreita que ajuda a proporcionar um equilíbrio físico instável.

A tradição do Border em pastoreio é espantosa. Verificamos a habilidade na condução de animais (normalmente ovelhas), a integração do cão com o pastor, a atitude, velocidade, agilidade, resposta aos comandos, concentração, disposição, movimentação e obediência demonstradas pelo Border.

Há seis comandos básicos para induzir o cão a rodear as ovelhas pela esquerda ou pela direita, ou andar atrás delas lentamente - go (vá); lay down (deita); stay there(fique); away to me (para a esquerda); come bye (para a direita); steady (siga ou mantenha). Além desses comandos, cada treinador adota outros de acordo com a sua conveniência. Com esses comandos, aliados à natureza pastoreadora do Border, é possível conseguir que o cão conduza o rebanho a qualquer lugar. Seu instinto é tão forte que, mesmo longe do campo, o Border costuma pastorear.

O Border assume uma pose bastante típica quando trabalha: cabeça para frente, patas da frente abaixadas e garupa alta; faz isso para impor respeito e intimidar as ovelhas. Mas mesmo os que nunca foram treinados adotam essa posição quando querem pastorear algo.

A criação do Border foi essencialmente voltada ao trabalho e ainda hoje a raça não segue um padrão muito rígido. Há criadores contrários a acasalamentos que privilegiem a estética, que podem comprometer as aptidões para o trabalho. Por outro lado, cruzamentos visando essas aptidões resultam em tipos físicos variados, mas a raça sempre foi criada pela sua versatilidade e eficiência, e é assim que as coisas devem continuar.

A pelagem pode ser curta ou longa, as orelhas eretas ou semi-eretas (o importante é formarem uma concha acústica que proporcione boa audição); e são permitidas várias marcações, normalmente em preto, marrom, vermelho, e até mesmo azul merle, sobre fundo branco, que não deve ser predominante. Segundo os criadores, todas essas variações não comprometem o trabalho do cão.

Obs: Na Universidade de Marília (UNIMAR) tem sido realizado Cursos de Cães de Pastoreio à medida que fecha turmas de 12 a 15 pessoas, objetivando fomentar a prática na ovinocultura nacional. Na UNIMAR constantemente tem tido campeonatos de cães pastoreio, juntamente com as parcerias da Associação Paulista de Pastoreio (APPAS) e Associação Brasil Border Collie (ABBC).

O uso de cães de pastoreio é imprescindível na ovinocultura, principalmente em rebanhos maiores, tanto para condução no pasto quanto para o manejo dentro do curral, proporcionando bem estar animal e facilidade de manejo.



Figura 1 - O Border Collie ainda carrega traços físicos e comportamentais de seus antepassados lobos. 
Figura 2 - Filhote de Border Collie iniciando treinamento para pastoreio na Cabanha UNIMAR.  
Figura 3 - Centro de treinamento de cães pastoreio na Cabanha UNIMAR
Figura 4 - Rebanho Suffolk manejado com cães de pastoreio. 
Figura 5 - Border Collie conduzindo gansos. 
Figura 6 - Uso de cães de pastoreio nos Bovinos de corte da UNIMAR. 
Figura 7 - Campeonato Mundial de cães de pastoreio na Inglaterra (2009).

Fonte: FarmPoint

quinta-feira, 29 de março de 2012

Apostila para treinamento de cães de trabalho





Nome CompletoMaycon Moura
Nome Canil ou Centro de treinamentoCentro de Treinamento Maycom Moura
E-mailgfranckim@gmail.com
Número de Telefone(14) 91067515
Cidade - EstadoCampinas - SP
Site / Facebookwww.ctmayconmoura.com.br
Valor150,00
DescriçãoApostila para treinamento de cães de trabalho, com todos os exercícios para uma boa recria. Como lidar com cão, ensinar corridas, comando de flancos, ensina-lo à morde o pé, na hora certa ,corrigir eventuais problemas de seu cão enfim tudo para treina-lo para o trabalho ...por Maycon moura

AS DESPESAS DO CORREIO É POR MINHA CONTA!
Fotos

O incrível cão australiano que cuida de bois e búfalos

Uma das mais marcantes características do búfalo é a dificuldade de trazê-los ao curral ou de colocá-los nos troncos, seringas e embarcadouros. Mesmo utilizando o choque, as vezes nos faz perder a paciência e até mesmo deixar animais para trás e tarefas pela metade. 

Alguns criadores já encontraram a solução para o problema, não foi acabando com o rebanho e nem mesmo adquirindo um guincho para arrastar os animais. O problema tem sido resolvido com um simples reforço na mão-de-obra. Eles utilizam cães que já há muito tempo vem sendo usados na Austrália pelos fazendeiros no manejos do gado e hoje substitui a mão-de-obra humana. 

O incrível cão australiano é inteligente, trabalhador, incansável, atento e fiel. Descendentes do Dingo selvagem, ele sabe cuidar do boi e do búfalo no curral ou conduzir qualquer manada, inclusive, no Estado de São Paulo, em São Carlos, o criador da raça murrah e associado da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB), Fábio Pinto da Costa, da Fazenda Betel, já possui uma criação da referida raça de cão, o que vem trazendo bons resultados no intuito de tocar a criação de búfalos. 

Apesar de, ainda, pouco conhecido, esse cão está se tornando "coqueluche" entre os fazendeiros de todo o Brasil. O "Australian Cattle Dog", também conhecido como "Blue Heeler" ou "Heeler" é um cão de porte médio, aparência marcante, com altura variando de 46 a 51cm para os machos e 43 a 48cm para as fêmeas. Pesa de 20 a 25kg, é compacto e robusto, possui o crânio largo e mandíbulas poderosas. O pêlo é médio e denso, com uma boa proteção. A maioria dos Heeler é de pelagem mesclada branca e cinza, resultando em um tom azulado (Blue Heeler) ou branca e vermelha (Red Heeler), que são mais caros. Pode ou não apresentar manchas no corpo, mas quase sempre apresentam máscaras. Os Blue Heelers podem ter pêlos vermelhos na região da garganta e nos membros. 

Um fato que chamaria a atenção é de que os filhotes nascem totalmente brancos e de que por volta da segunda semana de vida, começam a "pintar" e aos quatro meses apresentam a tonalidade definitiva. 

O Heeler originou-se quando os primeiros colonizadores chegaram à Austrália. Eles descobriram que os cães de trabalho que tinham levado não resistiam às longas e quentes jornadas necessárias para levar o gado até o seu destino. O cão escocês Blue Merle Collie foi, então, cruzado com o Dingo, cão selvagem nativo da austrália. Este cão selvagem era "durão", rústico e muito astuto, com extrema habilidade para manobrar outros animais para, enfim, caçá-los. Posteriormente, adicionaram a raça Kelpie" a esse cruzamento, para melhorar o instinto de cão pastor, o Dálmata para incutir no cão o amor pelos cavalos e o instinto de defesa ao patrão e à propriedade e o Bull Terrier para lhe dar coragem. 

O Heeler é um misto de força e equilíbrio, músculos e agilidade, é um cão silencioso e muito inteligente e sabe que pode conduzir qualquer manada. 

Assistir ao trabalho desses cães encanta e surpreende até o mais eficiente dos treinadores de animais. Sua maior peculiaridade é a maneira como trabalha. Ele "toca" o gado, mordiscando-lhes os calcanhares, daí a origem do seu nome (heel = calcanhar) e dessa forma ele trabalha qualquer tipo de animal, rodeando o rebanho e mordendo as rezes dispersas ou desgarradas para que essas procurem a segurança do rebanho. Também aprendem a ajudar nos arredores dos currais, troncos e embarcadouros, mordiscando a pata do gado por entre as tábuas, para que os animais sigam adiante. Para colocar animais nos currais ou trailers, não existe nada que os supere. 

Outra particularidade é ser um cão de um único dono, a quem respeita e obedece fielmente, de quem ele nunca tira os olhos ou se afasta, seguindo-o o tempo todo. Possui um forte instinto de proteção em relação ao dono e é desconfiado com estranhos, apesar de aceitar pessoas que o seu dono aceitar. Também impressiona o pronto atendimento ao comando do dono. 

Nunca precisamos treiná-los, eles agem por puro instinto e paixão pelo trabalho, a não ser os comandos básicos como: aqui, não, vamos, etc. A maioria dos filhotes começam a mostrar sua habilidade para o trabalho com 4 a 6 meses de idade, quando aos 6 meses, já é bastante resistente para tomar coices e não se machucar. 

Aconselhamos começar com um filhote, se você desejar um cão de trabalho dedicado. É possível adquirir animais adultos treinados, mas não espere que o seu cão trabalhe da mesma maneira que trabalhava para quem o treinou. O filhote terá uma ligação grande, crescendo e trabalhando com você, ficará cada vez melhor obedecendo aos seus comandos e protegendo. 

O Heeler é uma raça introduzida no Brasil recentemente, contando ainda com poucos exemplares, mas que está sendo, cada vez mais procurada. 




autor: Associação Brasileira de Criadores de Búfalos
data: 08/03/2009


Fonte: Rural News

quarta-feira, 28 de março de 2012

Centro de Treinamento - WORK DOG



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Nome CompletoDiego Schaf
ServiçosTreinador
RaçasBorder Collie
Site e/ou facebookFacebook 
E-maildiegoschaf@hotmail.com
Número de Telefone(51) 93659609
Cidade / EstadoTorres - RS
Logotipo

A utilização dos cães de guarda de rebanho pelo mundo


A utilização de cães para proteger rebanhos é relativamente nova na América do Norte e quase inexistente na América do Sul.
Mas ela continua a prosperar em muitas partes da Europa. A Romênia, por exemplo, tem uma das maiores populações de ursos e lobos da Europa e é, também, uma grande produtora de ovinos. Perdas de ovinos são mínimas e não é considerado um problema, em grande parte, devido ao uso tradicional dos cães protetores de rebanho. 
O uso de cães protetores de rebanho na América do Norte recebeu um grande impulso em meados da década de 1970, quando Ray e Lorna Coppinger começaram a investigar seriamente a eficácia destes animais para reduzir a predação. Eles iniciaram o “Livestock Guard Dog Project”, no Hampshire College, em Amherst, Massachusetts (EUA), trabalhando com muitos cães de diversas raças provenientes da Europa. Distribuíram cães entre os fazendeiros que puderam verificar a eficácia dos cães. 
Os cães provaram ser muito bem sucedidos na redução das perdas e, consequentemente, seu programa expandiu-se consideravelmente. Formaram o “Livestock Guard Dog Association”, que mantém um registro ativo do trabalho dos cães e os dados de desempenho. Existem 12 raças atualmente utilizadas para tais fins. Eles obtiveram tanto sucesso, que o programa se expandiu internacionalmente e, desde então, seus cães e/ou suas informações estão sendo usados na Argentina, Namíbia, Eslováquia, Inglaterra, Itália, Canadá e Suíça, inclusive o regresso dos cães à Europa o que pode parecer estranho, mas, várias áreas da Europa tinham perdido esse tradicional uso dos cães. 
Todas as raças desse grupo são eficazes se introduzidos no rebanho em uma idade precoce e manejo correto. A taxa de sucesso entre as raças não diferem entre si, houve, no entanto, algumas diferenças comportamentais em grau de agressividade com pessoas estranhas. Sendo o Grande Pirineus a raça menos agressiva nestas situações. 
O sucesso do trabalho da Hampshire College no leste dos Estados Unidos é complementado por um programa semelhante, feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Eles agora estimam que mais de 50% dos criadores de ovelhas no centro-oeste e oeste do país, estão utilizando cães protetores de rebanho. Os cães não são infalíveis, mas os resultados têm sido impressionantes. 
No Brasil, segundo informações de fazendeiros, as maiores perdas de ovinos são para cães vadios. Perda de ovinos para estes predadores podem ser substanciais e muito dispendiosas, com diversos exemplos de dezenas de animais mortos em ataques nas fazendas.
O convívio entre projetos agropecuários em fazendas de ovinos e caprinos, e a fauna silvestre existente no ambiente deve sim ser considerada, significando que temos de encontrar abordagens para a gestão ecologicamente sensíveis, predador-pecuária, interações estas que não resultem automaticamente na morte de predadores. Precisamos de técnicas eficazes para desencorajar os predadores e, ao mesmo tempo, temos de aprender a tolerância a coexistir com eles. 
Desta forma, os cães representam uma solução ideal para um velho problema. Os cães avisam aos predadores ou a humanos mal intencionados que as ovelhas (ou outros animais) não são mais presas fáceis, forçando-os a utilizar as suas presas naturais, afastando-os da propriedade. A própria presença e/ou o cheiro dos cães muitas das vezes já são o suficiente para desencorajar, ou pelo menos, minimizar qualquer novo ataque. O resultado significa menos perdas em animais dos dois lados. Uma medida racional, de baixo investimento e muita eficiência, uma solução ecologicamente correta. 

FONTE: Cabra & Ovelha